
Em algumas porções da crosta, os movimentos de distensão (divergência), produzem uma feição de afundamento do relevo, um vale. Mas não se trata de um vale resultante da erosão fluvial e sim da subsidência de parte da crosta, seccionada em megablocos individualizados por falhas geológicas. Esse vale é conhecido também como "Fossa tectônica". No Brasil existem centenas de zonas de rift e o mais famoso é o Paraíba do Sul. Recebe esse nome porque aloja o rio homônimo (de mesmo nome), alongando-se em sentido sudoeste-nordeste, entre São Paulo e Rio de Janeiro. De um lado tem-se a serra da Mantiqueira e do outro a serra do Mar, ambas representando os blocos soerguidos ou "horst". A porção central rebaixada - o gráben - hoje preenchido por sedimentos da bacia de Taubaté, foi palco da expansão cafeeira no início do século xx e concentra inúmeros centros urbanos. Algumas zonas de rift exibem processos magmáticos com presença de vulcões e/ou hidrotermalismo como é o caso do rift do leste africano.


Muito bom Charles. Uma síntese objetiva sôbre um tema tão complexo ! Sou geólogo professor da UFF e virei sempre visitá-lo. www.planejamentoambientalseviero.blogspot.com
ResponderExcluirUm abração.
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